DIA DA √ĀRVORE
Publicado em 26/08/2009
No dia 21 de setembro comemora-se, no Brasil, o Dia da √Ārvore. Essa data foi escolhida h√° 30 anos, no in√≠cio da primavera, pois os povos ind√≠genas brasileiros sempre cultuaram as √°rvores √† √©poca das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Um fato curioso √© que, por raz√Ķes clim√°ticas, o Norte e Nordeste do Brasil cultuam a √°rvore na √ļltima semana de mar√ßo, no per√≠odo referente ao in√≠cio das chuvas naquela regi√£o, e n√£o como acontece no resto do Pa√≠s.

Al√©m de embelezar pra√ßas, avenidas e ruas, as √°rvores refrescam o ambiente. Isto acontece porque d√£o sombra e mant√™m a umidade do ar. Al√©m disso, as plantas ajudam a diminuir a polui√ß√£o porque absorvem o g√°s carb√īnico proveniente da queima de combust√≠veis. Isso significa mais oxig√™nio para os seres vivos. As plantas tamb√©m mant√™m firme o solo, sendo indispens√°veis nas encostas, √†s margens de rios e mananciais. Isso sem contar com os deliciosos frutos que nos servem.

Outro fato importante √© que muitos rem√©dios podem ser feitos a partir das √°rvores. Para se ter uma id√©ia, um em cada quatro medicamentos empregados pela ind√ļstria farmac√™utica tem origem vegetal. Cerca de 70% das plantas classificadas pelo Instituto do C√Ęncer dos Estados Unidos como indicadas para o tratamento do c√Ęncer s√£o encontradas exclusivamente nas florestas tropicais. Existem 1,4 mil esp√©cies vegetais que podem servir para esse fim.

A madeira das √°rvores √© amplamente usada para fazer papel, m√≥veis, edif√≠cios, l√°pis, tecido, filmes fotogr√°fico e tamb√©m serve de aditivo para comida, usado na fabrica√ß√£o de queijo, mistura para bolo e at√© sorvete. √Č a extra√ß√£o predat√≥ria das √°rvores para estes fins que causa a extin√ß√£o das esp√©cies. E, √† medida que o homem derruba √°rvores e vai acabando com as florestas, os animais que ali vivem tamb√©m v√£o desaparecendo um a um.

S√£o por esses motivos que as florestas v√™m desaparecendo em ritmo acelerado. Cerca de 13 % da floresta amaz√īnica j√° foi devastada. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a √°rea que a Amaz√īnia j√° perdeu equivale a uma Fran√ßa. Isso sem falar na quase que extin√ß√£o da Mata Atl√Ęntica, um dos mais ricos ecossistemas mundiais.

Mas apesar das queimadas e do desmatamento para explora√ß√£o da madeira e abertura de pastagens, pode-se comemorar o Dia da √Ārvore com v√°rios pontos positivos na preserva√ß√£o de esp√©cies: no Brasil (cujo nome √© homenagem a uma √°rvore: o pau-brasil), existem hoje mais de 100 unidades de conserva√ß√£o que englobam florestas, reservas e parques. Em nossa regi√£o existe o Parque Estadual do Morro do Diabo, com quase 34 mil hectares de mata e a maior reserva de peroba-rosa do Estado de S√£o Paulo.

Al√©m das iniciativas do governo, s√£o muitas as entidades n√£o governamentais que lutam para a conserva√ß√£o de esp√©cies nativas e amea√ßadas de extin√ß√£o. Sem falar no esfor√ßo coletivo da m√≠dia em divulgar as a√ß√Ķes que podem ajudar a preservar nossas √°rvores, como: escrever nos dois lados de cada folha de papel, tentar usar papel de rascunho ou metades de folha quando poss√≠vel, fazer a coleta seletiva do lixo para reciclagem do papel, procurar comprar papel reciclado, utilizar guardanapos de tecido em vez de papel, n√£o comprar m√≥veis de madeira de √°rvores em perigo de extin√ß√£o, n√£o cortar √°rvores sem autoriza√ß√£o da prefeitura, preservar as √°rvores localizadas √†s margens de rios, c√≥rregos, nascentes, represas, topos de morros, montanhas, serras e √°reas em declive e...
... plantar árvores, como forma de lembrança de nossa passagem pela Terra.

‚ÄúA √°rvore, quando est√° sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado √© de madeira.‚ÄĚ (prov√©rbio √°rabe)

"Velhas √Ārvores"
Olavo Bilac

Olha estas velhas √°rvores, mais belas
Do que as √°rvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
N√£o choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as √°rvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os p√°ssaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Por M√°riam Trierveiler Pereira
Possui graduação em Engenharia Civil, especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná e é Doutoranda em Engenharia Química com ênfase em Gestão, Controle e Preservação Ambiental pela Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em avaliação de impactos ambientais, sistema de gestão ambiental, qualidade ambiental da água, modelagem de poluição difusa, educação ambiental, planejamento e índices de qualidade sócio-ambiental urbana.

Fonte: M√°riam Trierveiler Pereira Aguiar
 
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